Será que vale a pena voltar lá atrás no dia 3 de junho de 2008 e relembrar o que houve? Relembrar as tantas vezes que você passou na minha frente com aquela roupa cinza que eu poderia jurar que ao invés de coração a estampa era de ovelhas? E de onde eu tirei ovelhas? E de onde que eu sonhei contigo? Aquilo não saia da cabeça, sabe, até que decidi te procurar… melhor dizendo, decidi procurar quem era você. Achei através da Ramila e poderia ter sido bem mais fácil se eu soubesse que a Maria Júlia era sua irmã. E que idiotice, hein, se apaixonar por alguém sem sequer saber quem é sua família. Mas e quem disse que a gente manda no coração? O sonho aconteceu, foi estranho e estúpido. Sentados no mesmo banco em que te vi passar, nós estávamos conversando como grandes amigos. Assuntos iam e viam até que aconteceu um beijo. Acordei e fui direto ao computador. Revirando, achei. O nome era Marcella, mas com um detalhe que fazia toda a diferença: eram dois “L”.
O tempo foi passando e fui sentindo cada vez mais isso. Tinha (aliás, tenho) um caderno com todos os textos que eu fiz/faço e no dia que eu estava precisando de escrever algo ele estava comigo, não sei porque já que nunca gostei de tirar ele do meu armário pra levar para outro lugar. Comecei a escrever sem nenhum compromisso, principalmente sem o de querer agradar alguém. Sei lá, escrevia mas não imaginaria que um dia daria a louca em mim que fizesse redigir tudo no computador e escrever no antigo blog coisas que eu jamais pensaria em dizer pra qualquer pessoa desconhecida. O destino foi incrível comigo e depois de ter escrito e enviado pra você, bateu um arrependimentozinho… voltei em casa pra apagar o tal do depoimento com o link e… o pneu da moto fura. Fiquei na merda de 15h até ás 19h arrumando isso em um borracheiro. Tarde demais, você já tinha lido.
Aí fiquei naquela espectativa da resposta que não vinha. Tomei uma atitude estranha e pedi para que você me adicionasse no MSN. Aquilo não era nada perto do que eu tinha acabado de dizer a você e logo veio o convite dizendo que você havia adicionado. Coração acelerou e o mundo parou… tudo parou. Você foi direta comigo, muito até, dizendo que qualquer outra garota iria gostar daquilo, não você. Sabe, magoou um pouco e olha que ainda não te conhecia como hoje.
Caiu no esquecimento. Até que rolou o tal do Baile do Hawaii. Todos já sabiam da minha queda por você mas ninguém acreditava ou então nem se ligava na força daquilo tudo. Desde janeiro eu estava ficando com uma menina de Juiz de Fora e ela estava comigo em Cataguases. Fomos de patrões pro Meca, mesinha chique na área vip e tudo de melhor. Só uísque, energético… nada poderia estragar minha noite, nada. Ruza fala pra mim: “olha pra trás”. Não olhei, melhor dizendo, nem dei confiança. Minutos depois resolvi olhar e, aos berros, Ruza diz: “Não, agora não!”. Olhei e lá estava você agarradíssima com um cidadão. Alí a noite começou a ser destruída. Comecei a beber mais ainda do que já estava bebendo, enquanto isso eram mais pra cima de você. Surtei e resolvi ir falar contigo, coisa que eu nunca tinha feito antes. Respirei e comecei a contar: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 6 e meio, 7, 8 e meio… e mais um. Desisti. Voltei pra área vip e comecei a chorar com a Letícia (loira, ex-namorada do Luciano da Extreme). Ela começou a chorar comigo e a Priscilla, aquela tal menina que eu estava, ficou sem entender nada. Nada mesmo! Paguei minha parte, peguei o carro e sumi. Chorando fui até a locadora, peguei duas garrafas d’água, R$200 e fui pro Posto Bittencourt. Os funcionários viram que eu estava abalado e evitaram até de conversar comigo enquanto eu enchia o tanque com R$100. Peguei a estrada e fui rumo ao Rio de Janeiro. Queria porque queria ir assistir o jogo do Botafogo contra o Flamengo que ia acontecer naquele dia, às 18:30h no Maracanã. E olha que ainda eram 5 da manhã. Eu estava muy loco e quando dei por mim já estava em Teresópolis em um dos mirantes mais bonitos que existem, onde com o tempo claro você consegue ver o Rio de Janeiro de forma única. Fiquei sentado ali, pensando nas coisas e pensando na enorme burrice de ter te contado tudo. Fiquei pensando em várias coisas: se você sabia que eu existia de verdade; se você fez aquilo de provocação; se você fez pra mostrar que estava ali; sei lá, pensei em muita coisa. Olhei no relógio e ainda eram 7 horas. O que eu ia fazer no Maracanã antes das 10h para um jogo às 18:30h bêbado e… sem carteira de motorista? Fora que só tinha R$100 no bolso. Voltei pra casa e dormi por horas.
O PQTF (Para que tá feio, meu blog junto com o Gustavo) estava bombando. Eram mais de 500 visitas por dia. Ao acordar, lancei um texto muito feio no blog revoltadíssimo. Muito revoltado mesmo, acordei de cabeça quente e muito irritado. Não queria te ver nem de perna aberta na minha frente. De jeito nenhum, tinha tomado nojo de você. Até que eu acalmei depois de umas conversas, logo eu apaguei o texto e tudo voltou ao “normal”. Achei que nunca mais fosse te encontrar até que… te encontro na Extreme. Normal, mas aí as pessoas já estavam mais cientes do que era aquele sentimento todo e ninguém brincava com isso mais. Já tinha tomado proporções sérias, arrisquei minha vida por conta disso. Até que nos aparece o tal do Remo Folia. Que dia, né? Ruza, não sei de onde, resolveu ir falar contigo e me carregou junto. Não fui, fiquei de longe olhando até que fui. Nós conversamos, dançamos forró de rosto colado e o Ruza conseguiu seu telefone porque queria levar você e as meninas pra cachoeira. Isso não deu muito certo, mas a vantagem foi que eu consegui o número do teu celular e na mesma hora te mandei uma mensagem. Você respondeu com “quem é?”.
O tempo foi passando e já tinha virado rotina: toda sexta-feira a gente se encontrava na Extreme. Eu nunca tinha coragem de chegar perto de você por gostar TANTO de você. Muito apaixonado, gente, eu nem respirava. Você chegava perto eu começava a suar frio, tremer, gaguejar… era tudo, saía de mim… não existia mais. Ninguém existia. Eu morto de vontade de ficar com alguém e te via… perdia toda a vontade porque não queria que você me vesse com outra pessoa porque naquela época apesar de nem conseguir falar “oi” contigo. Comprei uma garrafa de Absolut e a partir daquele dia NINGUÉM abriria a garrafa, somente VOCÊ. E assim foi. Sei que essa história da garrafa rendeu muito.
Chegou o dia do seu aniversário. 2 de junho de 2009. Coincidentemente, quase um ano após a primeira vista. Nisso a gente já conversava mais ou menos, eram meia dúzia de palavrinhas trocadas e só. Cometi a gafe de falar que você tinha 20 anos e não 18, como estava fazendo naquela oportunidade. Que merda que eu era, não sabia nem sua idade! O dia do seu aniversário passou todinho e não fui no seu Orkut, nem em MSN, nem em porra nenhuma. Esperei até o último momento. Não bem último, mas era no fim do dia: 2 de junho de 2009 às 21:38h lhe mando uma mensagem disposto a jogar tudo pro alto, ou eu conquistava ou te perdia de vez. “Você não é sonsa e muito menos boba. Você sabe muito bem o que acontece e pelas poucas dicas que te dei, teve absoluta certeza que senti ciúmes e fui me isolar em Terê(sópolis) e também sabe que não se guarda uma garrafa de Absolut pra qualquer pessoa. Isso já acontece há mais de um ano, mas desde o Baile do Havaí que tomou proporções mais sérias. Queria que você estivesse em Cataguases pra eu poder te dar mais do que uma mensagenzinha no fim do seu aniversário. Aconteça o que for, eu nunca vou me esquecer da intensidade disto que nem eu entendo direito. Feliz aniversário e tudo de bom pra você. Agora a responsabilidade aumenta! Boa noite e agora eu tenho coragem de conversar contigo. Desculpa o encomodo. Beijos, Henrique.”. Mensagem enviada. O coração ficou na mão até que no dia seguinte, via MSN você responde somente “o sentimento passa, já senti isso e eu sei que passa.”. Aquilo detonou, mais uma vez, comigo. Não sabia mais o que fazer. Dava vontade de quebrar aquela garrafa mas ainda havia “um litro” de esperança, e não um pingo. Insisti, insisti e insisti. Cheguei muito perto mas você por desconfiança optou por ficar na rua com seus amigos e não quis vir com o pessoal aqui pra casa. Entendi e durante a semana insisti em um encontro casual, sabe? Meu aniversário passou e ganhei um simples “feliz aniversário” seu e as sextas-feiras eram sempre as mesmas até que chegamos a agosto deste corrente ano. Fiquei sem computador e, por incrível que pareça, você sentiu minha falta. Ganhei o dia com um scrap seu de “tá sumido”… ganhei o mês, diria.
29 de agosto de 2009. O tal dia. Acordei sabendo que íamos sair juntos, mas não sabia pra onde. A princípio era Extreme mas na última hora mudou. Última mesmo. Na porta da Extreme você deu o grito: “vamos abrir a garrafa!”. Foi tudo uma loucura sem tamanho, viemos aqui pra casa e entornamos a Absolut. O vídeo foi gravado e tá guardadinho no celular. A bebida entra e as pessoas vão conversando mais e sempre rola aquele interesse apesar de eu não querer chegar em você de primeira. Até que aconteceu. Juro que eu não lembro em que momento ou a que tempo que aconteceu. Se durou muito ou pouco, se foi forçado ou não. Não sei, sei que eu tinha ficado… aliás, reparou que na casa só ficou eu e você? Todos saíram e consegui te dar um beijo. Imagina como fiquei, eu tinha que contar pra alguém. Liguei pro Ruza na hora e disse: “Eu fiquei, eu fiquei! PORRA!!”. A reação deles eu te mostro depois. E foi assim até levar todos em casa. Sobrou eu e você no carro e nós passamos um tempasso conversando, acho que ali que te ganhei.
No dia seguinte aquela ressaca braba e… seu casaco aqui em casa. Tenso! O dia passou e a noite fui entregar seu casaco. Você estava LINDA, como sempre é, mas tava diferente. Diferente em tudo, parecia com uma cara de decepcionada com você mesma, ou seja, arrependida de ter ficado comigo. Fiquei triste pra caralho com isso mas logo veio outra sexta-feira e… aconteceu de novo! Aí foi de novo e de novo… e olha que só tínhamos marcado pro dia 12 o reencontro, dessa vez com uísque. Chegou o tal do dia 12 e apareço com duas garrafas de Red Label e vários energéticos. Tínhamos que sair RUINS daqui, né? Ficamos bem ruins e ficamos de novo… haha, dessa vez teve uma diferença do caralho. Enfim. Acho que ali que começou tudo, sabe?
Hoje eu tô muito feliz contigo. Não consigo ficar minutos sem te ver, sem te dar um beijo… sem te dar um abraço, principalmente. É muito gostoso chegar perto da sua boca e olhar nos teus olhos e lembrar de tudo o que eu passei antes de te dar um beijo. É muito LINDO o teu sorriso, a tua risada… tudo. É tão bom segurar na sua mão e dizer ao pé do seu ouvido que você é minha, enfim, e que vai ser por um longo tempo. É uma delícia conversar com você sobre vários assuntos, inclusive planejar umas loucuras sem tamanho. Me sinto somente feliz de ter conquistado uma pessoa que eu ame de verdade, me sinto honrrado também de tê-la ao meu lado pra tudo. Adoro suas ligações, suas poucas mensagens… tudo seu. Em pensar que durante todo esse tempo você não tava nem aí pra mim, nem queria saber e ainda me achava chato. Em pensar que as pessoas me falavam muito “mal” de você, mas eu nunca quis acreditar e hoje eu vejo que você não é como falavam. Hoje vejo você, frente a frente comigo, sorrindo e, por incrível que pareça, dizendo que também está feliz. Aquele beijo seguido de abraço com aquele beijinho no pescoço mata qualquer um… e, há, é a mesma Marcella que tá me dando ele.
As mesmas lágrimas que escorreram pra caralho naquele dia 14 de fevereiro, no Baile do Havaí, hoje escorrem de felicidade por ter você comigo. Eu tinha esse texto TODO na cabeça, mas a emoção toma conta e tá me faltando palavras pra terminar. Não sei mais o que pensar, eu tô com saudade de você… e olha que você passou a tarde inteira comigo! Você me faz muita falta e eu não quero que o pior aconteça nunca. Fiz tanta coisa pra fazer você me notar que faria tudo de novo e faria mais ainda pra te fazer feliz. Só você feliz. Foram tantas trilhas sonoras que embalaram essa história por isso que hoje são as mais bonitas. Tantos sonhos estranhos que você estava envolvida… planos de futuro? Você tá em todos eles.
Eu imaginava que um dia eu conseguiria, afinal minha esperança era um litro. Na última gota dela eu consegui. Não consigo pensar em outra coisa a não ser dizer que eu tô muito feliz do seu lado e que eu quero que seja assim por muito tempo. EU TE AMO MUITO, MARCELLA! A gente não tá junto nem um mês e por isso é estranho esse “EU TE AMO MUITO”. Seria, né, afinal eu corri atrás de você por um ano. É amor de verdade e quando a gente vê que pode valer a pena, a gente vai atrás. Hoje vale… e vale muito!
TE AMO!
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